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quinta-feira, 3 de maio de 2018

FACEBOOKISMO E ESTRESSE



Já escrevi sobre uma pesquisa que indicava que o uso excessivo do Facebook (daí o neologismo facebookismo) deixava as pessoas tristes. Agora, vem da Austrália – Universidade de Queensland - a notícia de que também implica em que usuários do aplicativo apresentem um quadro de estresse acentuado. O grupo de estudos de uma pesquisa foi dividido entre aqueles que mantiveram suas rotinas continuando com o uso diário da rede social e outros que ficaram cinco dias sem poder acessá-la de qualquer forma. Neste interim, foram submetidos a questionários e à medição do nível de hormônio cortisol na saliva; os resultados? Comprovadamente aqueles que ficaram privados do Facebook por apenas cinco dias apresentavam menor índice de estresse, todavia, o grau de infelicidade aumentara. Segundo um dos psiquiatras pesquisadores, a busca inconsciente por reconhecimento e aprovação e as inevitáveis comparações de postagens (“...tô aqui trabalhando e o boa vida lá, em viagem...”p.ex.) foram responsáveis pelo aumento do estresse. Igualmente na Dinamarca, outro estudo com mais de mil participantes também chegou a conclusões semelhantes. 

Todavia, para os internautas que ficaram privados do acesso à rede, a infelicidade por não estar a par do que estava acontecendo gerou um novo termo: FOMO, da abreviatura da frase em inglês “fear of missing out” utilizada para designar a sensação daquele que não sabe dos últimos fatos e acha que está perdendo algo. Agora liguemos o FOMO com a psicologia: querer saber de tudo que está acontecendo em tempos cibernéticos é uma presunção que só pode ser premiada com a insatisfação, a qual somada à ansiedade torna-se um potencial para adoecimento psicológico e para somatizações. Lembrando o ditado popular “...se correr o bicho pega...” qual o mal menor? Permanecer conectado aumentando um eventual quadro de estresse ou desligar-se e com isto sentir-se não pertencente a uma sociedade e ver sua infelicidade aumentada? 

Há poucos dias Mark Zuckerberg (o todo poderoso detentor do Facebook) teve de prestar esclarecimentos frente ao Congresso Norteamericano sobre ações da rede social, mas deixou claro que o seu uso é unicamente da responsabilidade pessoal e que deve ser considerado por cada um sobre o quanto isto interfere em seu bem estar. Sou da opinião de que o problema está na dificuldade de algumas pessoas em perceberem que na virtualidade há muitos sorrisos desbotados e tantos pratos “sem tempero” retocados por filtros de photoshop e que não condizem com a realidade. Vivendo um faz de conta, sofrem quando se deparam com a realidade. 

Considerando que esta forma de viver online veio para ficar, ainda que mudem as redes, o ser humano precisará adaptar-se à modernidade de maneira que faça bom uso ao mesmo tempo em que priorize por sua qualidade de vida. E qualidade de vida está relacionada a estilo de vida, ou seja, ter um tempo para desconectar-se, sentir-se humano, poder conversar pessoalmente, partilhar de momentos de esportes, brincadeiras, passeios, contatos com os outros, ou mesmo, permitir-se à introspecção, compensarão a saúde de maneira que o ponto de equilíbrio para uma boa utilização das redes sociais seja atendido. Acrescente-se que, o contato olho a olho de uma psicoterapia sempre permitirá o que qualquer postagem ou mensagem enviada a alguém não consegue: aproximação e afetividade. 





César A R de Oliveira 

Psicólogo – whats app 999 81 64 55

sábado, 31 de março de 2018

O EXEMPLO DE STEPHEN HAWKING

       Pois o mês de março registrou a morte do físico inglês que deixou um grande legado para a ciência. Acredito que a maioria das pessoas, assim como eu, tiveram a atenção voltada para o “pequenino” muito mais pelo exemplo de superação a uma grave doença degenerativa cujo diagnóstico de sobrevida era de dois anos (mas que resultaram em outros cinquenta e cinco de muita produtividade), do que por sua contribuição à física.
        O filme “A teoria da tudo” - inspirado em sua autobiografia - dá uma real noção de como um jovem inteligente passa a sentir os efeitos da perda de suas funções motoras e da fala, e, a partir dos 21 anos de idade decai a uma condição de absoluta dependência, todavia, com sua mente permanecendo altamente produtiva. Tamanhas dificuldades que transformaram radicalmente sua vida não o impediram de casar-se, ter três filhos e a continuar seu trabalho produzindo sua teoria.
     Quero agora ligar esta lição de vida a assuntos que com frequência percebo nas sessões de psicoterapia. Algumas pessoas, de posse de todas as funções físicas e mentais, com recursos de família, de trabalho e de amigos, por vezes, esbarram em dificuldades que as imobilizam de tal forma que seguir a vida torna-se um grande desafio. Relacionamentos amorosos complicados, dificuldades financeiras, problemas em família ou no trabalho, desmotivações de toda a ordem acabam por adoecer muitas destas pessoas limitando-as.
     Em uma bela canção ouvimos: “Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz...” e é desta forma que penso, pois temos o direito à felicidade, ainda que com muito trabalho. Um mesmo fato que pode derrubar alguém pode servir de impulsionador para outro; a doença que leva um à condição de vítima leva àquele que a supera a agradecê-la por oportunizar seu crescimento. Somos diferentes em nossas atitudes justamente por que alguns descobrem em si recursos e/ou formas de enfrentamento das dificuldades, enquanto outros não. Aqui, partimos para algo que efetivamente pode propiciar uma psicoterapia bem encaminhada: o autoconhecimento. Ao conhecermos nossas potencialidades fica mais fácil avaliar sobre o quanto podemos fazer ou então, sobre o que precisamos aprender para tal.
   Acredito que a extrema dificuldade enfrentada por Stephen Hawking e a sua não aceitação – não à doença, mas para a condição de “coitado” – foi a grande motivação para que pudesse realizar tanto, e, mesmo nós que não temos afinidades com a física, podemos agradecê-lo pelo exemplo de coragem, determinação e tantos outros adjetivos que o deixarão marcado na história da humanidade. Mais de meio século preso a uma cadeira de rodas e a um corpo não o impossibilitaram de expandir-se mentalmente pelo universo que tanto estudava. “Sem imperfeição, eu e você não existiríamos”, dizia.
                                                            César A R de Oliveira

sexta-feira, 2 de março de 2018

A Virtude da Raiva

Dias depois de ter escrito o artigo anterior sobre emoções, acabo de ler um livro recentemente lançado cujo título pego emprestado para este texto*; O livro foi escrito por Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi, e traz reflexões das lembranças de um breve período em que ele, quando criança, acompanhou durante dois anos o avô em suas atividades na Índia. Com o subtítulo de “...lições espirituais de meu avô” é possível emocionar-se com a simplicidade da mensagem daquele que foi um grande pacifista no século passado (cinco indicações ao Prêmio Nobel da Paz sem jamais tê-lo recebido), inspirador de Marthin Luther King e Nelson Mandela, e responsável por trazer a dignidade a milhares de pessoas na Índia e no mundo.
Quando as pessoas nos procuram para a psicoterapia está quase sempre implícito o pedido para auxiliar a extirpar ou a amenizar um sofrimento, às vezes, um apelo para a paz interior. Em algumas ocasiões a queixa está voltada à insatisfação num relacionamento, por outras diz respeito ao emprego, às dificuldades da situação financeira, dentre tantas. Mas o que fazer ante tantos e diversos problemas que, convenhamos, “dá raiva” só de pensar?
Raiva é uma das emoções básicas que é muito reprimida. Desde cedo ouvimos que devemos controlar a raiva, que ela é um sentimento ruim, que não devemos ser raivosos. Raiva é tão inato quanto alegria e medo, mas assim como a tristeza (outro sentimento que, dizem, devemos ter cuidado em não manifestá-lo) não é bem visto.  Gandhi, numa conversa com seu neto - que com frequência brigava com outras crianças na rua - lhe disse: “Use a raiva para o bem. A raiva, para as pessoas, é como o combustível para o automóvel. Ela nos dá alegria para seguir em frente e chegar a um lugar melhor. Sem ela não teríamos motivação para enfrentar os desafios. A raiva é uma energia que nos impele a definir o que é justo e o que não é.”
Gosto do conceito de raiva como energia, pois a apatia, o desânimo ou a passividade diante de um obstáculo, nada mais são do que total falta de disposição para o enfrentamento. Então, considerando a raiva como uma forma de energia, que a aproveitemos de maneira positiva e a nos auxiliar a sair das situações de sofrimentos; que seja a força da qual necessitamos!
O domínio da utilização da energia do raio lazer pode se prestar à cura, ao progresso, porém, mal manipulado, torna-se arma poderosa e avassaladora. Igualmente, para utilizarmos nosso poder interior é que surge a necessidade de autoconhecimento: quanto mais soubermos sobre nós, melhor poderemos empregar a energia da raiva em prol de nosso crescimento pessoal.  Daí a importância de Gandhi em nos ensinar que é possível encontrarmos virtude na raiva, sua caminhada pela paz foi a de não revidar com violência, foi um exemplo de atitudes sensatas e inteligentes. Com atitudes serenas e equilibradas estaremos muito próximos de conciliar emoção e razão, e, com isto, o convívio com familiares, amigos e colegas de trabalho poderá ser mais harmonioso.
É claro que as atribulações de Gandhi foram muitas, ele sofreu humilhações, foi preso arbitrariamente e morreu assassinado por defender a Paz. Simbolicamente, encontraremos muitas dificuldades em nós mesmos ao tentarmos este crescimento, mas não devemos esmorecer, todos temos virtudes, basta utilizarmo-las.

César A R de Oliveira

Psicólogo – whats app 99981 64 55

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

CULTIVANDO EMOÇÕES



A palavra cultivar tem sua origem nas relações com a terra, com a botânica ou com o plantio, mas não raro ouvimos a expressão versando sobre o cultivo de amizades ou de relacionamentos. Cultivo das emoções é o título de um livro de autoria do psicólogo Marlon Reikdal onde, com uma boa dose de espiritualidade (*estado de espírito da alma, não confundir com religiosidade) aborda nosso relacionamento com as emoções básicas, sugerindo que da mesma forma como semeamos, regamos e cuidamos de uma planta, podemos tratar com carinho também nossas emoções.
Acredita-se que o ser humano tenha seis emoções básicas: felicidade, tristeza, medo, surpresa, raiva e nojo, muito embora alguns autores tratem de cinco e outros de quatro tipos de emoções (sendo as demais derivações destas). A unanimidade não é o que importa, é uma tarefa de imprecisão que não invalida a existência dos sentimentos; o fato é que as emoções são responsáveis por nossas maiores conquistas e também pelos piores desastres de nossas vidas. Daí que conhecer o que estamos sentindo ajuda a conhecer a nós mesmos, nosso eu interior, nosso self.
Se o desejo por alcançar a felicidade é algo comum a todos, o mesmo acontece com relação à tristeza, só que de forma inversa: ninguém quer tê-la por perto. Porém, todos nós teremos momentos de felicidade que irão alternar-se com os de tristeza, daí a importância de reconhecermos que as emoções são potências da alma e que eliminá-las é o mesmo que tentar destruir algo que nasce conosco, uma fonte divina em nós. Por sua vez, cultivar as emoções não significa alimentar a raiva o medo ou a tristeza, mas compreender que cada uma das emoções tem um fluxo natural e que precisa ser respeitado.
Há um filme que recebeu o Oscar de Melhor Animação (Divertidamente - 2016) que trata da história de uma menina que se muda de cidade e disto resulta uma série de confusões em sua mente, em oscilações em seu estado emocional que terminam por gerar muitos problemas para si e para seus pais. Demonstra de forma divertida o papel das emoções em tudo o que acontece diariamente em nossas vidas, além de nos ensinar que a importância que damos a cada um destes sentimentos (preocupando-se em demasia ou ignorando-os) terá reflexos em nossa saúde.
Pode haver algo de bom – ou de ruim – em todas as emoções: em momentos de felicidade exagerada podemos ser mais impulsivos, comprar o que não poderemos pagar depois, prometer o que não será cumprido, por outro lado, em momentos de tristeza poderemos ser reflexivos e pensarmos na solução mais adequada para aquilo que nos aflige. São sentimentos de raiva que nos incomodam, e é por nos desacomodarem que procuramos agir para resolver a situação. O medo faz com que não sejamos tão imprudentes e inconsequentes, e o nojo evita que comamos algo que possa estar estragado e que venha a nos fazer mal. Estar atento às emoções é questão de sobrevivência.
Todas as emoções são necessárias, e quanto mais recursos psicológicos tivermos para fazer bom uso delas (um bom cultivo), melhor será a qualidade de vida que teremos (uma boa colheita). E isto é também a proposta de uma psicoterapia voltada para o autoconhecimento e para o autodescobrimento: quanto mais soubermos a respeito de nós, mais preparados estaremos para enfrentar as pressões do cotidiano, para a obtenção de melhores resultados e para manutenção de nossa saúde. Sendo possível o cultivo de emoções, por analogia, uma sala de psicoterapia pode ser uma boa horta... semeie!

César A R de Oliveira

Psicólogo – whats app 999 81 64 55

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

RESOLUÇÕES PARA O ANO NOVO

A palavra resolução, dentre vários significados, tem, nesta época do ano, principalmente o sentido de determinação ou de decisão: “Neste ano eu vou ...” e por ai desfilam uma série de atitudes iniciativas ou desejos de muitas coisas inacabadas e até mesmo nunca realizadas, as quais queremos para o ano novo. É claro que este desejar serve de motivação, pois um novo ciclo aproximando-se é sempre inspirador e devemos aproveitá-lo, todavia, a observação necessária é a de verificarmos se não estamos andando em círculos e buscando o que nem sabemos.
Gosto muito sobre como o pensador alemão Walter Benjamin distingue sobre duas maneiras de encarar a vida: são as definições de vivência e de experiência. Na primeira, quando vivenciamos, apenas passamos pela vida e nunca temos tempo, estamos sempre com a sensação de que algo falta, de que não temos tudo do que precisamos e ficamos voltados para um trabalho vazio, angustiante, e para um somatório de saberes inúteis. Por sua vez, nas relações de experiência de vida, a sensação de que o tempo se prolonga e é melhor aproveitado vai ficando na lembrança dos registros de acontecimentos, de diálogos e de contato com os outros. Ora, para aquelas pessoas que mais vivenciam o ano, de fato, o tempo passa rápido demais e nem sempre é possível a realização de projetos e de desejos, enquanto que para aquelas que “saboreiam” cada minuto experimentado, fica outra impressão.
É importante termos o cuidado de estarmos atentos a não colocar nossos desejos na forma de metas. O desejo parte de uma realização, de uma força natural de motivação para a vida, “Desejamos o desejo de um desejo”, dizem, e isto é muita coisa para ser colocada simplesmente como uma meta. Alçar o desejo a uma condição de meta é colocarmo-nos como escravos destas realizações, é obrigarmo-nos a tê-los como um pesado fardo para carregarmos durante o ano.
Assim, entendendo nossos desejos como possibilidades de realizações de engrandecimento e de satisfações, como uma busca por experiências de vida, aproveitaremos melhor cada hora do novo ano, não sendo pegos de surpresa quando da chegada de seu término e nem sem respostas sobre onde estivemos durante seu transcurso.
É possível dizer que a experiência “lentifica o tempo”, desta forma podemos aproveitar muito mais cada minuto, enquanto que a vivência o comprime, faz passar tão rapidamente. É por isso que sempre temos aquela sensação de que em uma viagem o caminho de ida parece ser mais longo que o caminho da volta. Que em 2018 nos demoremos mais durante a passagem do ano, experimentemos intensamente cada dia, cada hora desta viagem anual.
César A R de Oliveira

Psicólogo – whats app 999 81 64 55

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Ministério da saúde adverte: (ou deveria) Uso de aparelho celular em demasia é prejudicial à saúde.

O Brasil tem o quarto maior volume de usuários de internet no mundo e é o segundo dos que mais utilizam o whats app (perde apenas para África do Sul). Resultado: esta dependência tecnológica faz aumentar as queixas nos hospitais, nas clínicas de psicologia, de psiquiatria e em escolas, apontam pesquisas do Grupo de Dependência Tecnológica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
Não é preciso aprofundar-se nos dados da pesquisa para descrever sobre acidentes de trânsito decorrentes do hábito de dirigir enquanto se dá uma “espiada” no celular, de utilizar-se do aparelho durante as refeições, à cama, e por aí afora. A novela Malhação, no final do mês de novembro trazia como trama central a decisão da direção de uma escola em recolher os aparelhos dos alunos quando estes deveriam passar a catraca para a entrada às aulas, recebendo-os somente na hora da saída. É claro que indignação, revolta, tentativas de entrar com telefones escondidos, sumiço da caixa onde ficavam guardados, muita coisa aconteceu, pois, mexeram com os aparelhos, mexeram com as pessoas.
Dá para perceber o quanto muitos consideram o aparelho como uma extensão de seu próprio corpo? Voltam para casa para buscá-los quando esquecidos, perdem um pedaço de si quando estes são roubados ou extraviados.
Inegável que se trata de um avanço tecnológico com inúmeros benefícios, mas tendo por base o artigo da pesquisa supracitada estamos diante de graves problemas de saúde e de relacionamentos apenas pelo mau uso disto. A autoestima fica condicionada ao aumento de curtidas nas postagens, e a (in) felicidade também, e pior, o isolamento que a virtualidade provoca pode gerar desprezo pelas relações e contatos afetivos pessoais, podendo culminar ainda em quadros depressivos ou mesmo de fobia social.
Sem exageros, os relatos são impressionantes: comparam tal dependência à dos fumantes que quando ficam em abstinência precisam ter algo nas mãos para ficar mexendo, sem falar na irritabilidade e ansiedade que sentem por não dispor dos aparelhos.
Como tudo é uma questão de manter um ponto de equilíbrio (esta é uma Lei Natural), aproveitemos a tecnologia, mas sempre tendo o cuidado para que nos seja na maioria das vezes mais favorável do que geradora de problemas. Muito mais do que prejuízos nos relacionamentos vê-se pela pesquisa a queda da qualidade da saúde (tanto física como psíquica) a qual pode repercutir negativamente na família, no trabalho, nos estudos, na vida. Nestes casos, a busca por medicamentos ansiolíticos, antidepressivos, indutores de sono e/ou outros, pode ser evitada se na causa, houver uma mudança de comportamento com relação ao uso de smartphones.
Um estudo da renomada Universidade de Harvard aponta que em situações presenciais falamos sobre nós, com os outros, em média por 30% da conversa, enquanto que pela internet nos expomos próximos de 90% dos conteúdos. Então, opte por mais diálogo e menos tecladas virtuais, assim, nos propondo a escutar com atenção nossos amigos estaremos acrescentando mais qualidade e saúde em nossas vidas e nas relações.
Nunca é demais repetir: utilize da tecnologia mas não esqueça de conversar e de priorizar a pessoa que está à sua frente (e não o equipamento), além de perceber que é possível bons momentos sem que necessariamente estejamos manuseando um telefone celular.

César A R de Oliveira

Psicólogo